Mecanismos imunológicos e a cura da esclerose sistêmica

Estudo é relacionado ao transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas e ganhador de quatro prêmios nacionais e internacionais
 
A pesquisa Estudo dos mecanismos imunológicos envolvidos na resposta terapêutica de pacientes com esclerose sistêmica ao transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas, realizada pelo doutorando Lucas Coelho Marlière Arruda, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), analisou como o transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas é capaz de produzir um novo sistema imunológico. Sob o comando da professora Maria Carolina de Oliveira Rodrigues e com o apoio da Fapesp, o estudo, ganhador de quatro prêmios nacionais e internacionais, também investigou por que a maioria dos pacientes responde positivamente ao procedimento, mas alguns não.
 
Segundo Arruda, o objetivo do estudo foi compreender como o timo e a medula óssea são reativados, ou reiniciados, após o transplante, e como isso se relaciona com o êxito ou não da terapia. O pesquisador conta que, para tanto, o sangue periférico dos pacientes foi colhido a fim de avaliar marcadores moleculares de última geração, como os TRECs (T-Cell Receptor Excision Circles), que dão informações sobre a atividade do timo; e os KRECs (Kappa Deleting Recombination Excision Circles), que informam sobre a atividade da medula.
 
Foram avaliados 31 pacientes: no pré-transplante, e, depois, a cada seis meses, até três anos após o transplante. Do total, 25 deles, ou seja, mais de 80%, responderam bem ao transplante, e não precisaram mais recorrer à terapia convencional. “O estudo mostrou que a terapia leva a uma renovação completa do sistema imunológico e não a um simples reparo”, complementou Maria Carolina. “O fato de o timo voltar a funcionar é prova disso. Porque, normalmente, o timo é muito ativo na infância; depois, quando o sistema imunológico já está constituído, torna-se inativo. O fato de voltar a funcionar, e até de aumentar de tamanho, sinaliza um processo de reconstrução do sistema imunológico”.

 Fonte: Agência Fapesp:
http://agencia.fapesp.br/estudo_revela_mecanismos_imunologicos_responsaveis_pela_cura_da_esclerose_sistemica/25011/

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